Goiás conquista 6º lugar nacional em ranking de qualidade de vida; Rio Quente e Goiânia lideram no estado

Com nota acima da média nacional no IPS Brasil 2026, estado supera eixos tradicionais e destaca mais de 60% de seus municípios nas faixas mais altas de desenvolvimento socioambiental.

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Foto: Arquivo/Prefeitura Municipal de Goiânia

GOIÂNIA – Goiás consolidou sua posição como uma das principais referências em bem-estar no país ao alcançar a 6ª colocação nacional no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. Com uma nota de 64,52 pontos, o estado superou expressivamente a média brasileira — fixada em 63,40 — posicionando-se à frente de importantes potências regionais, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Ceará, Bahia, Pernambuco, Amazonas e Pará.

Diferente de outros indicadores tradicionais, o IPS Brasil avalia rigorosamente as condições sociais e ambientais das localidades sem considerar variáveis econômicas (como o Produto Interno Bruto - PIB). O levantamento mapeia todos os 5.570 municípios do país com base em 57 indicadores específicos, divididos em três grandes dimensões essenciais para o desenvolvimento humano: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

Os critérios analisados incluem desde o acesso à saúde, educação básica, saneamento e moradia, até índices de segurança, direito à informação, preservação ambiental, inclusão social, direitos individuais e inserção no ensino superior.

Destaques Municipais: Rio Quente e a Capital em Evidência

No cenário interno, o município de Rio Quente desponta como o líder absoluto em qualidade de vida em Goiás. Reconhecida por seu potencial turístico, a cidade alcançou a expressiva pontuação de 69,53, o que lhe garantiu o 52º lugar no ranking geral do país.

Logo em seguida aparece Goiânia, na 59ª posição nacional, acumulando 69,47 pontos. O desempenho da capital goiana também chama a atenção no contexto das metrópoles: ela conquistou a 6ª posição entre as capitais brasileiras, sendo superada apenas por Curitiba, Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.

Além dos dois principais polos, a pesquisa evidenciou o sólido desempenho de outros municípios goianos que se tornaram referência em desenvolvimento, como Catalão, Quirinópolis, Anicuns, Nova Aurora, Anápolis, Goianésia, Ceres e Alto Horizonte.

Ao todo, 16 cidades de Goiás integram o seleto grupo de elite de melhor desempenho socioambiental do Brasil. Quando analisadas as três faixas mais elevadas do índice, o estado reúne 151 municípios — o que representa mais de 60% de todo o território goiano com excelente cobertura de serviços básicos e garantia de direitos.

Uma Análise Estrutural do Progresso Goiano

O sucesso de Goiás no IPS Brasil 2026 reflete um avanço equilibrado em todas as frentes estudadas. Nas três dimensões macro da metodologia, o estado garantiu marcas superiores à média nacional:

  • Necessidades Humanas Básicas: Esta dimensão reúne indicadores urgentes de infraestrutura e sobrevivência, englobando nutrição, atendimento médico básico, abastecimento de água tratada, saneamento, qualidade da moradia e índices de segurança pessoal.
  • Fundamentos do Bem-estar: Focado no acesso ao conhecimento de base, engloba a qualidade da educação básica, a inclusão digital (acesso à informação e comunicação), indicadores de saúde coletiva e a qualidade ambiental.
  • Oportunidades: Analisa o ecossistema de liberdades e progresso pessoal, monitorando a garantia de direitos individuais, a liberdade de escolha, políticas de inclusão social e as taxas de acesso ao ensino superior.

Sobre o IPS Brasil

A edição de 2026 marca a terceira publicação oficial do Índice de Progresso Social no país. O relatório é coordenado e desenvolvido pelo Instituto de Progresso Social Brasil, atuando em uma cooperação estratégica com entidades de prestígio global e nacional, tais como o Social Progress Imperative, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a iniciativa Amazônia 2030, a Fundação Avina e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia.

FONTE: Fonte dos dados: Brasil 61/ Reporter Marquezan Araújo