O Tribunal de Contas da União (TCU) inicia, no final deste mês, uma ampla operação de fiscalização para verificar a consistência dos dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A iniciativa abrangerá 1.544 municípios e terá como foco validar as informações prestadas por 3.329 famílias em diversos estados brasileiros.
O objetivo central é medir o índice de confiança das informações que baseiam a concessão de benefícios sociais. Através de um questionário detalhado, o tribunal pretende confirmar se a realidade socioeconômica dessas famílias — especialmente no que diz respeito à renda per capita e ao número de membros — condiz com o que está registrado no sistema.
Diferente de cruzamentos de dados puramente digitais, esta ação exige a presença física dos agentes. Por orientação do TCU e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), os municípios deverão realizar visitas in loco (nas residências das famílias selecionadas).
"A coleta de dados confiáveis é essencial para garantir que os benefícios cheguem a quem mais precisa e para o planejamento de políticas públicas eficazes", afirmou o TCU em nota oficial.
Histórico de Auditorias
Esta não é a primeira vez que o órgão fiscaliza o sistema. Em 2023, uma auditoria semelhante identificou falhas e equívocos nos registros. Após um monitoramento realizado no ano passado para verificar as correções adotadas, a ação de 2026 marca a segunda rodada oficial de fiscalização.
O cruzamento preciso desses dados é vital, pois a renda per capita é o principal critério utilizado pelo Governo Federal para incluir ou excluir cidadãos de programas como o Bolsa Família e outras assistências sociais.