Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada na última quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com abril de 2025, a indústria goiana avançou 6,2%, um resultado que é mais que o dobro da média brasileira para o período, que fechou em 2,7%. Esse avanço garantiu a Goiás o terceiro lugar entre as unidades da federação.
O ritmo aquecido também é visível na análise imediata de curto prazo:
Março vs. Abril (com ajuste sazonal): A alta em Goiás foi de 1,7% (5ª posição nacional), enquanto a média do país ficou em 0,7%. Este foi o segundo mês consecutivo de expansão do setor no estado.
Acumulado do ano (janeiro a abril de 2026): O crescimento registrado é de 1,1%, deixando o estado na 8ª posição.
Últimos 12 meses: A indústria goiana acumula uma alta de 2,6% (5º melhor resultado do país), superando significativamente a média nacional de 0,7% no mesmo período.
"Goiás tem ampliado sua capacidade produtiva em setores estratégicos e colhido os resultados de uma política voltada à atração de investimentos, geração de empregos e fortalecimento da indústria. Os números mostram que o estado segue crescendo de forma consistente e acima da média nacional", destacou Joel de Sant’Anna Braga Filho, secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás.
O salto da produção industrial no estado foi puxado por quatro segmentos principais na comparação anual, com destaque para a produção de energia limpa e o setor de transportes, que registraram altas expressivas de mais de 70%.
| Segmento Industrial | Crescimento (Comparação Anual) |
| Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis | +77,0% |
| Veículos automotores, reboques e carrocerias | +74,0% |
| Produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos) | +28,4% |
| Produtos farmoquímicos e farmacêuticos | +25,3% |
A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física é realizada mensalmente pelo IBGE e acompanha o comportamento das indústrias extrativas e de transformação. O indicador é fundamental para analisar a evolução e a saúde da atividade industrial tanto nos estados quanto no cenário macroeconômico do Brasil.